
Durante o dia, várias vezes me flagro imaginando sobre o quê escrever... Penso em assuntos inteligentes (tipo ecologia), planejo temas banais (tipo porque não gosto de brega... Daí quando sento na frete desse Cadderno, tudo some da mente... Aparecem outras 1001 idéias e não consigo pôr nada pra fora... Me sinto amarrada... Quero escrever sobre minha paixão por boa música, sobre minha vocação ministerial, sobre meu filho, sobre casamento, sobre pássaros e flores, sobre minha mãe, sobre o valor da minha família... Mas tudo se mistura... Nada no lugar, nem eu, nem minha casa, nem minha mesa de estudos, nem meu juízo...
Sinto com sa ainda estivesse buscando um "norte" nessa altura da vida. Peraí, já estou adulta (não sei se já sou), preciso ter consciência do que sou e do que quero na vida. Mas como? Se não consigo nem escrever... Talvez esta busca por um rumo seja constante, enquanto eu viver, e talvez se torne saudável, pra eu nunca achar que tudojá está bom e pronto...Sou como um rio? As águas que passam por mim nunca serão as mesmas? Talvez eu concorde com o filósofo...
Escrever, pra mim, é como respirar; não que seja tão natural, mas é uma necessidade vital. Sinto falta de papel e caneta, ao meu redor, em todo canto da casa. Nem sempre escrevo, mas sempre planejo escrever... É que sentar e pôr tudo num papel tem se tornado um desafio após a maternidade. Mas Caio é um presente inigualável!
Ainda continuo sem saber sobre o que escrever, mas desabafei... Uma hora me encontro.. Ou então a busca vai me levar pela vida!!!
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